Como implantar a TV corporativa em 7 passos?
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Como implantar a TV corporativa em 7 passos: o roteiro para transformar telas em canal estratégico
Na maioria das empresas brasileiras, a comunicação interna funciona bem até a porta do escritório. Depois dela, no chão de fábrica, na operação e na loja, o e-mail simplesmente não chega.
O resultado é conhecido: quem está longe do computador descobre as coisas pela rádio peão. E quando a empresa tenta corrigir isso com uma tela na parede, costuma comprar equipamento antes de definir estratégia.
Esse caminho, do objetivo à escolha da plataforma, foi o tema do webinar “Como implantar a TV corporativa em 7 passos”, apresentado por Eduardo Nemer, jornalista, profissional de marketing da SuaTV e responsável pela comunicação interna.
Uma frase da apresentação organiza toda a discussão: “a TV corporativa é um complemento dos outros canais de comunicação que você já tem aí na sua empresa”. Ou seja, ela não substitui intranet nem e-mail. Ela cobre o que esses canais não alcançam.
Este artigo reúne os principais aprendizados da conversa, organizados por relevância para quem precisa tirar o projeto do papel.
Sumário
- Antes de comprar a tela, defina o resultado que ela precisa entregar
- Implantar TV corporativa começa pelo mapa de circulação
- Pen drive e plataforma não são a mesma coisa mais barata
- Conteúdo de TV corporativa não é e-mail em tela grande
- Quem conhece a área é quem deveria pautar a área
- O gargalo de um projeto de TV corporativa raramente é orçamento
Antes de comprar a tela, defina o resultado que ela precisa entregar
O primeiro passo do webinar não é técnico. É definir o que a empresa quer alcançar. Sem isso, o projeto vira decoração.
Como resumiu Eduardo: “é importante, dentro do seu planejamento de comunicação da sua empresa, da sua estratégia, definir esses objetivos”.
Os objetivos mais comuns citados na apresentação:
- Ter um canal mais atrativo, capaz de prender a atenção;
- Aumentar engajamento e participação em ações de endomarketing;
- Eliminar a rádio peão e reduzir ruídos e boatos;
- Diminuir o excesso de informação nos demais canais;
- Fortalecer a cultura organizacional;
- Implantar gestão à vista, com metas e indicadores visíveis;
- Apoiar treinamento e desenvolvimento;
- Segmentar conteúdo por unidade, filial ou departamento.
Na prática, esse passo define tudo o que vem depois. “Reduzir ruído na operação” leva a uma implantação diferente de “dar visibilidade a indicadores”. Mesma tela, projetos distintos.
Implantar TV corporativa começa pelo mapa de circulação
O segundo passo é decidir onde a TV entra, e o critério apresentado é objetivo: “é importante você levar em consideração quais são os locais de maior movimentação de pessoas”.
A lista de pontos estratégicos inclui recepção, sala de espera, sala de reunião, refeitório, corredor, sala de descompressão e área de produção.
Esse último merece destaque, porque é onde a TV deixa de ser complemento e vira canal principal: “a área de produção, em que a maioria dos colaboradores não tem acesso muitas vezes ao e-mail”.
Cada local pede uma mensagem diferente. Recepção recebe boas-vindas e conteúdo institucional. Corredor recebe meta de faturamento alcançada. Área de produção recebe reconhecimento e comunicados do RH. Ou seja, o mapa de pontos é uma decisão editorial,
Pen drive e plataforma não são a mesma coisa mais barata
Definidos objetivo e pontos, aparece a pergunta que atrasa muitos projetos: dá para começar com pen drive? A apresentação compara os dois modelos em quatro dimensões: atualização, gerenciamento, autonomia e programação.
No pen drive, tudo é manual. Trocar o dispositivo tela a tela, retirar a campanha de junho, plugar a de julho. Na plataforma, a atualização é automática e simultânea em todos os pontos.
A diferença mais cara é o descompasso entre unidades: “o conteúdo pode estar atualizado na filial A e, na filial B, ainda estar desatualizado”.
Com uma tela, o pen drive parece funcionar. Com dez, em três cidades, ele transforma comunicação em logística.
Conteúdo de TV corporativa não é e-mail em tela grande
Este é o passo que mais separa projetos vivos de telas ignoradas. A lógica do canal é outra: “a TV corporativa é um canal de comunicação que exige esse dinamismo, que exige essa atratividade, que exige pouco texto e bastante elemento, recurso visual”.
O planejamento de pauta precisa estar amarrado a três referências: os objetivos da organização, o plano de comunicação do período e o perfil do público-alvo, inclusive linguagem.
A recomendação prática é mesclar conteúdos fixos e variáveis. Fixos: missão, visão e valores, produtos, políticas de gestão. Variáveis: datas comemorativas, eventos, notícias, redes sociais, clima e tempo, aniversariantes, indicadores, quiz, indicações culturais e a palavra da liderança.
Há ainda um ponto frequentemente esquecido: “identidade visual na TV corporativa é muito importante, porque assim você não deixa os conteúdos desconexos”. Padrão de cores, tipografia e editorias faz o colaborador reconhecer o que está vendo antes mesmo de ler.
Sobre ritmo, a resposta é honesta: “essa periodicidade depende do seu objetivo, da sua estratégia”. O erro não é escolher semanal ou mensal. É deixar a grade parada tempo demais.
Quem conhece a área é quem deveria pautar a área
Um dos trechos mais úteis do webinar não trata de tecnologia, e sim de processo editorial: “ouça o que os colaboradores têm a dizer, envolva a participação do time na programação”.
A SuaTV citou o próprio modelo interno, o projeto “repórter da área”: “a gente elenca uma pessoa representante de cada área”, responsável por reunir novidades e resultados daquele time e levá-los à comunicação interna.
O efeito é duplo. Resolve o gargalo real de qualquer TV corporativa, que é abastecimento de pauta, e transforma o colaborador em produtor, não só em audiência.
O gargalo de um projeto de TV corporativa raramente é orçamento
A estrutura mínima tem quatro itens: o aparelho de TV, alguém responsável pela gestão do conteúdo, conectividade e um método de gerenciamento.
A barreira,raramente é custo. É a ausência de um responsável pela gestão do conteúdo, o único item da lista que não se compra.
Na hora de avaliar plataformas, o critério não deveria ser lista de recursos, e sim esforço semanal de operação. Vale checar: programação por ponto, segmentação por unidade, templates editáveis, atualização remota em tempo real, integração com redes sociais e portais, painel de gestão à vista e relatórios de exibição.
O último item costuma ser subestimado. Sem relatório de exibição, não há como provar que a mensagem chegou, e um canal que não se mede não sobrevive à primeira revisão de orçamento.
Assista ao webinar completo
Quer ver o passo a passo dentro da plataforma, incluindo a montagem da programação e a segmentação por filial?
O webinar traz a navegação real pelo sistema e as respostas às dúvidas do público ao vivo.
Conclusão
O fio que atravessa os sete passos é simples: TV corporativa é um projeto editorial que usa tecnologia, não um projeto de tecnologia que precisa de conteúdo.
Tela, plataforma e investimento são a parte fácil e barata. O que sustenta o canal é objetivo definido, pauta abastecida, identidade visual consistente e alguém com nome e sobrenome responsável pela gestão.
Antes de pedir orçamento, responda a uma pergunta: se a sua TV corporativa fosse desligada por trinta dias, alguém na operação sentiria falta? Se a resposta for não, o problema nunca foi a tela.